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terça-feira, 3 de abril de 2012

Ensino Aprendizagem

A grade verde da quadra poli esportiva não servira mais para impedir a fuga da bola, agora encaixava-se perfeitamente na função de propiciar alento à aquelas costas deveras cansadas.
Seus cabelos negros e crespos em comprimento demasiado para sua idade juvenil, sua pele negra com aparência cinza devido ao ressecamento da epiderme, sua face transtornada em total interação com aquele corpo franzino dentro daquela farda azul, uma criança, uma simples criança.
Sentado, tendo apoio a grade da quadra, apertava fortemente a mão contra o abdome, de certo alguma enfermidade o assolava naqueles instantes, seu rosto franzia-se segundo a segundo, deixando transparecer as carrancas das dores.
Descendo pela rampa de acesso aos pavilhões das salas de aula, um jovem professor a lamentar sua infelicidade descabida, algumas contas a pagar, o que provocaria a escassez de recursos para as cervejas dos finais de semana. E a passos lentos vence a rampa, chegando próximo à quadra.
E ele continuava a franzir a face, bem como apertar fortemente a barriga que escondia-se longinquamente entre aqueles algodões, o professor aproxima-se e ao perceber os transtornos na face daquela criança intervém:
- Filho, você está bem?
- Não.
- Está passando mal?
- Também não.
- Então o que você tem?
- Uma dor na barriga.
- É uma cólica ou uma dor de barriga daquelas que nos fazem correr para o banheiro?
- Uma dor de barriga, apenas uma dor de barriga professor.
Por instantes predomina o silêncio, o professor olha-o fixamente e no mais íntimo do seu ser percebe que aquele incômodo não se tratava apenas de uma dorzinha, certamente as dores eram demasiadamente pesadas para aquele pequeno corpo. Então, após alguns segundos:
- Professor, sabe, ontem a noite eu comi nada e, hoje pela manhã também não "bati" o café, por isso minha barriga ta doendo.
E a dor toma o peito daquele "mestre", chora por dentro, e entre tantas razões para o choro, lembra-se de sua infância sofrida, sente vergonha de si próprio pelas lamentações descabidas de instantes atrás.
Cuidadosamente dirige o aluno à cantina da escola, sugere à merendeira que alimente o menino, então a cada mastigar daquela criança, nota-se a degustação mais sublime que já se pode presenciar, o banquete: café com leite e alguns biscoitos.

domingo, 1 de abril de 2012

Quero

...Quando minhas mãos tocarem o teu quadril,
Certamente te faltarão as palavras;
Deixa,
Meus beijos justificarão teu silêncio.

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Transformação

Estava ele a mais de quarenta minutos sentado no sofá a esperar. Sua esposa adentrou ao banheiro e parecia não mais desejar sair; após longo tempo de um banho demorado saiu a correr em direção ao quarto, lá estando trancafiou-se e, o pobre coitado a esperar.
Passou-se o referido tempo, quando finalmente desceu as escadas uma mulher linda e encantadora; os cabelos bem tratados reluziam fleches, o rosto maquiado suavemente deixara aquela mulher tão linda como nunca fora antes, sem falar no corpo, que dentro daquelas roupas magistrais e sob a pressão daquela cinta larga ganhara curvas nunca antes vistas, ela estava linda. O marido encantou-se de forma veemente, o tempo esperado passara despercebido a partir de então, pois sua mulher antes normal, agora estava uma deusa. Sorriram e saíram para à festa.
Lá estavam eles, na verdade ela estava. Todos os comentários diziam respeito à sua repentina mudança, as mulheres aos cantos tomadas pela inveja, tamanha beleza da outra, juravam que ela devera ter feito lipoaspiração, limpeza de pele, implante de cabelo..., se corroíam com a beleza triunfante que aquela "zinha" conquistara; os "pneus" não mais apareciam, na verdade as curvas da cintura estavam salientes; os homens observavam atentamente seus movimentos, a desejavam, salivavam como cão ao cheiro da carne.
O marido a sorrir, orgulhoso do "troféu" que naquela noite possuíra, afinal todos na festa admiravam a transformação de sua esposa.
E ao fim da festa, após alguns drinques e muitos petiscos, despediram-se de todos e, a cada cumprimento uma casquinha era tirada pelos marmanjos e uma gota de "pimenta nos olhos" era pingada pelas mulheres, em fim, voltaram para casa.
O marido ao parar o carro na garagem tenta beijá-la, mas ela sai correndo para o banheiro, ele pensa ser aquilo parte do jogo da sedução, certamente ela estivera com intenção de aumentar-lhe o desejo.
Os saltos ficaram na porta e a passos similares aos do campeão dos 100m rasos ela chega ao banheiro, então após alguns movimentos e escuta-se um "ufa"!
Em instantes já estava na cama, ao passo que o marido lentamente adentra o quarto. Ao observá-la um frio lhe toma a barriga e, em gritos internos pergunta-se: "onde está a minha mulher, a mesma que estava na festa e a pouco entrou em casa, será que essa jamanta engoliu aquela deusa?". A mulher agora estava com uma horrível toca preta, não tinha a maquiagem no rosto, vestia uma camisola rasgada e, deveria ter aumentado uns 20kg, sendo assim todos os "pneus" formavam um emborrachado só, entretanto aqueles lábios outrora "carnudos" pelo efeito do batom e, agora murchos ao natural, deixavam sair de maneira levemente barganhada: "vem meu amor, vem!" E deprimidamente ele foi...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ensino Aprendizagem

A grade verde da quadra poli esportiva não servira mais para impedir a fuga da bola, agora encaixava-se perfeitamente na função de propiciar alento à aquelas costas deveras cansadas.
Seus cabelos negros e crespos em comprimento demasiado para sua idade juvenil, sua pele negra com aparência cinza devido ao ressecamento da epiderme, sua face transtornada em total interação com aquele corpo franzino dentro daquela farda azul, uma criança, uma simples criança.
Sentado, tendo apoio a grade da quadra, apertava fortemente a mão contra o abdome, de certo alguma enfermidade o assolava naqueles instantes, seu rosto franzia-se segundo a segundo, deixando transparecer as carrancas das dores.
Descendo pela rampa de acesso aos pavilhões das salas de aula, um jovem professor a lamentar sua infelicidade descabida, algumas contas a pagar, o que provocaria a escassez de recursos para as cervejas dos finais de semana. E a passos lentos vence a rampa, chegando próximo à quadra.
E ele continuava a franzir a face, bem como apertar fortemente a barriga que escondia-se longinquamente entre aqueles algodões, o professor aproxima-se e ao perceber os transtornos na face daquela criança intervém:
- Filho, você está bem?
- Não.
- Está passando mal?
- Também não.
- Então o que você tem?
- Uma dor na barriga.
- É uma cólica ou uma dor de barriga daquelas que nos fazem correr para o banheiro?
- Uma dor de barriga, apenas uma dor de barriga professor.
Por instantes predomina o silêncio, o professor olha-o fixamente e no mais íntimo do seu ser percebe que aquele incômodo não se tratava apenas de uma dorzinha, certamente as dores eram demasiadamente pesadas para aquele pequeno corpo. Então, após alguns segundos:
- Professor, sabe, ontem a noite eu comi nada e, hoje pela manhã também não "bati" o café, por isso minha barriga ta doendo.
E a dor toma o peito daquele "mestre", chora por dentro, e entre tantas razões para o choro, lembra-se de sua infância sofrida, sente vergonha de si próprio pelas lamentações descabidas de instantes atrás.
Cuidadosamente dirige o aluno à cantina da escola, sugere à merendeira que alimente o menino, então a cada mastigar daquela criança, nota-se a degustação mais sublime que já se pode presenciar, o banquete: café com leite e alguns biscoitos.

domingo, 1 de abril de 2012

Quero

...Quando minhas mãos tocarem o teu quadril,
Certamente te faltarão as palavras;
Deixa,
Meus beijos justificarão teu silêncio.

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Transformação

Estava ele a mais de quarenta minutos sentado no sofá a esperar. Sua esposa adentrou ao banheiro e parecia não mais desejar sair; após longo tempo de um banho demorado saiu a correr em direção ao quarto, lá estando trancafiou-se e, o pobre coitado a esperar.
Passou-se o referido tempo, quando finalmente desceu as escadas uma mulher linda e encantadora; os cabelos bem tratados reluziam fleches, o rosto maquiado suavemente deixara aquela mulher tão linda como nunca fora antes, sem falar no corpo, que dentro daquelas roupas magistrais e sob a pressão daquela cinta larga ganhara curvas nunca antes vistas, ela estava linda. O marido encantou-se de forma veemente, o tempo esperado passara despercebido a partir de então, pois sua mulher antes normal, agora estava uma deusa. Sorriram e saíram para à festa.
Lá estavam eles, na verdade ela estava. Todos os comentários diziam respeito à sua repentina mudança, as mulheres aos cantos tomadas pela inveja, tamanha beleza da outra, juravam que ela devera ter feito lipoaspiração, limpeza de pele, implante de cabelo..., se corroíam com a beleza triunfante que aquela "zinha" conquistara; os "pneus" não mais apareciam, na verdade as curvas da cintura estavam salientes; os homens observavam atentamente seus movimentos, a desejavam, salivavam como cão ao cheiro da carne.
O marido a sorrir, orgulhoso do "troféu" que naquela noite possuíra, afinal todos na festa admiravam a transformação de sua esposa.
E ao fim da festa, após alguns drinques e muitos petiscos, despediram-se de todos e, a cada cumprimento uma casquinha era tirada pelos marmanjos e uma gota de "pimenta nos olhos" era pingada pelas mulheres, em fim, voltaram para casa.
O marido ao parar o carro na garagem tenta beijá-la, mas ela sai correndo para o banheiro, ele pensa ser aquilo parte do jogo da sedução, certamente ela estivera com intenção de aumentar-lhe o desejo.
Os saltos ficaram na porta e a passos similares aos do campeão dos 100m rasos ela chega ao banheiro, então após alguns movimentos e escuta-se um "ufa"!
Em instantes já estava na cama, ao passo que o marido lentamente adentra o quarto. Ao observá-la um frio lhe toma a barriga e, em gritos internos pergunta-se: "onde está a minha mulher, a mesma que estava na festa e a pouco entrou em casa, será que essa jamanta engoliu aquela deusa?". A mulher agora estava com uma horrível toca preta, não tinha a maquiagem no rosto, vestia uma camisola rasgada e, deveria ter aumentado uns 20kg, sendo assim todos os "pneus" formavam um emborrachado só, entretanto aqueles lábios outrora "carnudos" pelo efeito do batom e, agora murchos ao natural, deixavam sair de maneira levemente barganhada: "vem meu amor, vem!" E deprimidamente ele foi...